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Prêmio
José Marques de Melo seleciona melhores reportagens
da área de saúde
| Fonte:
Correio da Bahia, 22 de setembro de 2005 |
Ciro
Brigham |
Um raio-x
das responsabilidades de quem faz o elo comunicativo entre
a sociedade e a saúde pública. Foi o que estabeleceu
o I Ciclo Baiano de Mídia e Saúde Pública
no Brasil, realizado ontem, no auditório do Ministério
Público do Trabalho. O evento, direcionado a profissionais
de saúde e comunicação social e estudantes
das áreas, também marcou o lançamento
do Prêmio José Marques
de Melo de Comunicação Científica
para a escolha das melhores reportagens sobre o tema, com
entrega programada para dezembro.
Promovido
pela Fundação Maria Lúcia Junqueira de
Mattos em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores em Rádio,
TV e Publicidade da Bahia (Sinterp-Ba), o evento reproduziu,
pela primeira vez no estado, um conteúdo programático
voltado para a discussão da comunicação
em saúde pública. "É preciso que
a gente pense a saúde pública não como
a seringa ou o remédio, mas como um processo complexo
que reúne prevenção, educação,
cultura popular. Quem sabe a gente possa ter uma política
de comunicação de qualidade que dê conta
de todo esse processo e suas implicações",
argumenta o presidente do Sinterp, Edmundo Filho.
A Conferência
Brasileira de Comunicação e Saúde é
realizada há oito anos, mas a Bahia nunca levou participação
efetiva nessas discussões. A presidente da Fundação
Maria Lúcia Junqueira de Mattos, Vera Mattos, diz que
os profissionais de comunicação baianos precisam
encontrar uma linguagem em comum para tratar de saúde
e ter mais cuidado com a informação que recebem.
"Precisamos
de especialização, de vocabulário adequado,
de estar atentos à evolução medicamentosa.
Muitas vezes veiculamos anúncios mas não verificamos
se os produtos têm, além da avaliação
do Ministério da Saúde, a efetiva qualidade
e custo-benefício", coloca Vera Mattos. Para ela,
o ciclo de palestras foi o início de um diálogo
na busca de oferecer informação de qualidade.
"É importante a multiplicação dessas
informações através de médicos
nas rádios, em programas comunitários, colocando
as tecnologias a serviço da educação
da população".
A coordenadora
de imunização da Secretaria Estadual de Saúde
(Sesab) foi uma das convidadas para o ciclo de palestras.
Nilda Ivo falou sobre prevenção em saúde
pública e as campanhas publicitárias. Comentou
também sobre as duas facetas da cobertura jornalística:
a que ajuda e a que atrapalha. "Quando a mídia
não toma o cuidado devido ou não busca as fontes
corretas, pode gerar pânico na população.
Foi assim quando houve um surto de meningite em alguns estados,
no ano passado
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