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Lusofonia
midiática: a cooperação Brasil-Portugal
(Memória)
José
Marques de Melo
Fonte:
Comunicação & Sociedade, nº
29, São Bernardo do Campo, UMESP, 1998, p. 219-230
Resumo:
Retrospecto histórico das relações Brasil-Portugal
no campo das ciências da comunicação.
Inventário crítico das iniciativas recentes
promovidas no Brasil pela INTERCOM, no sentido de constuir
um espaço comunicológico luso, agora reforçado
pela criação da SOPCOM em Portugal. Perspectivas
para a cooperação acadêmica luso-afro-brasileira
no campo midiático e possiblidades de inserção
da comunidade lusófona no universo internacional da
comunicologia.
Abstract:
Historical background of the relationship between Brazil and
Portugal in the field of communication sciences. Critical
inventory of the last actions promoted in Brazil by INTERCOM
in order to build a Lusitanian communication space, now streghtened
by the foundation of SOPCOM in Portugal. Perspectives for
academic cooperation beween Brazil, Portugal and Portuguese-Speaking
African Countries on the mass media field and participation
possibilities of the Lusitanian community in the international
arena of communication scholarship.
Há 100 anos os comunicadores de língua portuguesa
se defrontavam com a tese de que o exercício profissional
da comunicação já não podia continuar
sob a égide do amadorismo. Evidenciava-se a necessidade
de formação sistemática dos produtores
das informações de atualidade difundidas pela
imprensa, tendo em vista a transformação do
jornalismo em atividade industrial.
Essa
tese foi exposta publicamente em Lisboa, em 1898, quando ali
se reuniu o V Congresso Internacional da Imprensa. Seu autor
foi o jornalista francês Albert Bataille, responsável
pela instalação da primeira escola francesa
de jornalismo, já no ano seguinte, em Paris. (1)
Na verdade,
o pioneirismo nesse âmbito coube à Alemanha.
Em 1806 cria-se na Universidade de Breslau o primeiro curso
dedicado à ciência da imprensa. Iniciativas semelhantes
seriam reproduzidas no Washington College, Estados Unidos,
em 1869, e na Universidade de Besle, Suiça, em 1884.
(2)
Se em
Portugal a idéia não repercutiu imediatamente,
no Brasil ela ganharia corpo dez anos depois. Quando Gustavo
Lacerda funda, em 1908, a Associação Brasileira
de Imprensa, no bojo das suas intenções estava
a de criar uma Casa do Jornalista, no Rio de Janeiro, onde
se instalaria uma Escola Profissional. Contudo, a morte prematura
do fundador da ABI relegaria esse plano ao esquecimento. Mas
ele ressurgiria uma década à frente, quando
os participantes do I Congresso Brasileiro de Jornalistas
aprovam, em 1918, uma moção destinada à
criação de uma Escola de Jornalismo. (3)
No Brasil,
tal projeto só foi convertido em realidade, em 1947,
quando se instala o Curso de Jornalismo da Fundação
Cásper Líbero, em convênio com a Pontífica
Universidade Católica de São Paulo . No ano
seguinte, instala-se o Curso de Jornalismo que daria origem
à atual Escola de Comunicação da Universidade
Federal do Rio de Janeiro.(4) Portugal esperaria mais de trinta
anos para concretizar esse anseio dos profissionais da informação;
em 1979, cria-se a primeira Licenciatura em Comunicação
Social na Universidade Nova de Lisboa e em 1985 a Escola Superior
de Jornalismo do Porto. (5)
O Brasil
contabiliza, portanto, mais de meio século de atividades
universitárias nos campos do ensino e da pesquisa da
comunicação. Em Portugal as iniciativas são
mais jovens, perfazendo quase duas décadas.
Comprende-se,
portanto, que a cooperação Brasil-Portugal no
campo das ciências da comunicação seja
muito recente. Ela deslancha tão somente quando Portugal
inicia os primeiros programas de ensino e pesquisa na área,
tanto em Lisboa quanto na cidade do Porto. (6)
Antes
disso, houve intercâmbio isolado de experiências
entre pesquisadores e profissionais, especialmente no setor
do Jornalismo. A literatura brasileira sobre comunicação
social circulou fartamente em Portugal, durante os anos 70.
Artigos de pesquisadores brasileiros, como foi o meu caso,
foram ali transcritos na revista Informação,
Comunicação, Turismo. (7)
Logo
após a Revolução dos Cravos, quando o
governo cogita criar programas universitários para
formar jornalistas, vale-se da assessoria do Prof. Fernando
Perrone, brasileiro exilado na Europa, que havia sido parceiro
de Mário Soares num empreendimento de natureza editorial.
Ele acabara de se doutorar em Paris, sob a orientação
de Jean Cazeneuve, tendo acumulado uma boa competência
científica, tanto no Chile quanto na França,
mas também nos congressos da IAMCR - International
Association for Media and Communication Research. Daí
o convite recebido das novas autoridades portuguesas para
ajudá-las nesse âmbito. (8)
Mas os
contactos diretos entre os dois países só foram
intensificados a partir da criação do PORTCOM
- Centro de Documentação da Comunicação
nos Países de Língua Portuguesa - quando a INTERCOM-
Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação
- procura articular-se com o Centro de Documentação
sobre Meios de Comunicação mantido pela Presidência
da Republica Portuguesa, no Palácio da Foz, em Lisboa.
Por minha
sugestão, a Profa. Dra. Amanaria Fadul, então
presidente da INTERCOM, durante viagem à França,
faz uma escala em Lisboa, para visitar as instituições
que então se dedicavam à pesquisa, documentação
e ao ensino da comunicação social, demonstrando
o nosso interesse na cooperação lusófona.
Em 1983,
a diretoria da INTERCOM convida o Prof. Adriano Duarte Rodrigues,
fundador do Departamento de Comunicação da Universidade
Nova de Lisboa para participar do nosso V Congresso Brasileiro
de Ciências da Comunicação, realizado
em Bertioga, onde ele teve oportunidade de expor trabalho
sobre a emergência da sociedade informatizada em Portugal.
(9)
Tais
nexos são particularmente cultivados, no âmbito
da documentação, pela Profa. Ada Dencker, então
responsável pelo PORTCOM. (10) Como decorrência
disso, representantes portugueses - O Dr. Sebastião
José Dinis e o Prof. Salvato Trigo - participam de
um colóquio em São Paulo, em 1986, visando ao
estabelecimento de bases para a construção de
um Thesaurus da Comunicação para uso nos países
de língua portuguesa.
Não
obstante o contato entre os núcleos de documentação
se mantivesse ativo, a verdade é que a cooperação
intelectual entre as universidades não prosperou.
Excetua-se
apenas a iniciativa da Escola Superior de Jornalismo, da cidade
do Porto, convidando alguns professores brasileiros - entre
eles Mário Erbolato, Erasmo Nuzzi e Antonio Costela
- para ministrar cursos naquela cidade. Os artífices
desse intercâmbio foram o jornalista português
radicado no Brasil, João Alves das Neves, docente da
Faculdade de Comunicação Social Cásper
Líbero, e o presidente do conselho diretor da Escola
Superior de Jornalismo do Porto, Pinto Garcia. Frutos dessa
cooperação pioneira são também
os dois Encontros Afro-Luso-Brasileiro de Jornalismo e Literatura
realizados em São Paulo (1983) e Porto (1986) (11).
Entrementes,
a Universidade Nova de Lisboa atrai estudantes brasileiros
para os seus programas de pós-graduação
em Comunicação, da mesma forma que estudantes
portugueses acorriam a universidades brasileiras - USP, UFRJ,
UMESP e PUCs - para desenvolver pesquisas e conquistar os
graus de Mestre e Doutor.
Depois
disso, ocorre no Rio de Janeiro, em 1992, um seminário
sobre História e Jornalismo, por iniciativa da Profa.
Dra. Celia Freire, ao qual comparecem pesquisadores portugueses,
criando-se alguns laços nessa área cientifica.
No mesmo ano, realiza-se no Porto o I Congresso da Imprensa
de Expressão Portuguesa, coordenado pelo Prof. Dr.
Fernando de Sousa, contando o patrocínio do Jornal
de Noticias e do Ateneo do Porto.
O evento
contou com a presença de uma delegação
expressiva de brasileiros - José Marques de Melo, Fernando
Perrone, Ana Arruda Callado, Celia Freire, João Alves
das Neves, Ciro Marcondes. Decide-se então realizar
no Brasil o próximo encontro internacional do jornalismo
de língua portuguesa, incluindo os pesquidadores da
área.
Os colegas
presentes ao evento me conferiram mandato para organizar o
segundo congresso no Rio de Janeiro, com o respaldo de duas
entidades brasileiras legitimadas pela corporação
profissional - ABI (Associação Brasileira de
Imprensa) - e pela comunidade acadêmica - INTERCOM (Sociedade
Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação).
Constitui-se,
para tanto, sob a minha presidência, um comitê
institucional para o qual foram também eleitos os meus
colegas Fernando Perrone (USP) e Ana Arruda Callado (UFRJ).
Esse
evento foi realizado no Rio de Janeiro, em dezembro de 1994,
sob o título de II Congresso Internacional do Jornalismo
de Língua Portuguesa. A coordenação acadêmica
esteve sob a minha responsabilidade, tendo contado com a participação
do jornalista Alberto Dines, então residente em Portugal,
para a constituição do temário, bem como
para a seleção dos convidados portugueses. Também
foram decisivos os apoios recebidos do diretor da revista
IMPRENSA, Sinval Itacarambi Leão, do diretor do Laboratório
de Estudos Avançados em Jornalismo UNICAMP, Carlos
Vogt e do Embaixador Brasileiro em Portugal, José Aparecido
de Oliveira.
Esse
congresso promoveu a visita de uma delegação
expressiva de pesquidadores portugueses: Mário Mesquita,
Nelson Traquina, Luis Humberto Marcos, Nuno Rocha, Francisco
Balsemão, Joaquim Vieira, entre outros. Eles tiveram
a oportunidade de dialogar com pesquisadores brasileiros provenientes
de varias universidades: Fernando Perrone, Manuel Carlos Chaparro,
Alice Mitika Koshiyama, Sebastião Squirra e Anamaria
Fadul (USP), Carlos Vogt e Alberto Dines (UNICAMP), Cesar
Bolaño (UFS), Ana Arruda Callado, Katia Carvalho, Eduardo
Refkalefsky e Celia Freire (UFRJ), Sonia Virginia Moreira
(UERJ), Marialva Barbosa (UFF, Ruth Vianna (UFMS), Gerson
Martins (UCDB), Eduardo Meditsch (UFSC) e vários outros.
Nessa
ocasião, a Revista da INTERCOM dedicou uma edição
especial à cooperação luso-brasileira,
acolhendo artigos de vários cientistas lusófonos.
(13)
Por sua
vez, a revista IMPRENSA publicou um encarte, contendo uma
síntese das conferências, comunicações
acadêmicas e profissionais, bem como dos debates travados
no Rio de Janeiro.
Dois
anos depois, a COMPÓS - Associação dos
Programas de Pós-Graduação em Comunicação
- organiza um colóquio luso-brasileiro na Universidade
de Brasília. Esse evento foi frustrado por um incidente
ocorrido no aeroporto do Rio de Janeiro. Ali chega uma delegação
de professores portugueses, vendo-se obrigada a retornar incontinenti
a Lisboa, pela obtusidade do policial de plantão, que
lhes requereu indevidamente o visto de entrada no país.
Nosso embaixador em Portugal, Itamar Franco, procurou reparar
essa gafe diplomática, desculpando-se perante os colegas
portugueses e oferecendo-lhes facilidades para retornar ao
Brasil. Mas o incidente desmotivou os parceiros da cooperação,
naquele momento.
Nesse
mesmo ano, o Prof. Pedro Jorge Braumann participa do congresso
da INTERCOM em Aracaju, empolgando-se com o dinamismo da comunidade
brasileira de pesquisadores da comunicação.
Ali se inicia a articulação de um programa de
intercâmbio, mediadado pelo Vice-Prsidente da INTERCOM,
Prof. Cesar Bolaño. A idéia prosperou, permitindo
uma intensificação do trabalho em conjunto,
que envolveu preliminarmente a Universidade Nova de Lisboa
e a Universidade Federal de Sergipe.
Nessa
mesma direção, o Prof. Mário Mesquita,
da Universidade de Coimbra, toma a iniciativa de organizar
uma Conferência Internacional sobre Jornalismo no convento
da Arrábida, com o apoio da Fundação
dos Descobrimentos, e inclui pesquisadores brasileiros no
elenco dos convidados para proferir conferências. Durante
dois anos consecutivos, tenho recebido convites especiais
para intervir nesse forum, que este ano inclui mais um colega
brasileiro, o Prof. Eduardo Meditsch, docente da Universidade
Federal de Santa Catarina, recém doutorado em Comunicação
pela Universidade Nova de Lisboa.
Contudo,
o marco decisivo para institucionalizar a cooperação
luso-brasileira no campo das ciências da comunicacão
foi a proposta da INTERCOM para a realização
de um Colóquio Luso-Brasileiro de Ciências da
Comunicação, como evento prévio ao III
Congresso Internacional do Jornalismo de Língua Portuguesa,
organizado pelo Observatório da Imprensa de Lisboa,
sob a direção de Joaquim Vieira, Rui Paulo da
Cruz e Tereza Moutinho.
O colóquio,
idealizado pelo Prof. Pedro Jorge Brauman, liderado pelo Prof.
Braganca de Miranda e coordenado pela Profa. Isabel Ferrin,
efetivou-se em abril de 1997, ensejando o primeiro diálogo
sistemático entre pesquisadores brasileiros (representados
por 40 pessoas) e portugueses (mais de 60 participantes, procedentes
de várias universidades lusitanas). A delegação
brasileira foi organizada pela diretoria da INTERCOM, sob
o comando dos professores Maria Immacolata V. Lopes (presidente),
César Bolaño (vice-presidente) e Margarida Kunsch
(diretora de relações internacionais).
Desse
encontro nasceu a SOPCOM - Sociedade Portuguesa dos Investigadores
da Comunicação - e a LUSOCOM - Federação
Lusofona das Ciências da Comunicação.
As duas iniciativas receberam imediato apoio do Secretário
da Comunicação Social do Governo Português,
Dr. Alberto Arons de Carvalho. As metas idealizadas em Lisboa
foram retomadas durante o II Encontro Lusófono de Ciências
da Comunicação, realizado em Aracaju, sob a
liderança do Prof. César Bolaño e contando
com o apoio pelo Secretário de Educação
do Estado, Dr. Luiz Antônio Barreto.
Trata-se
de iniciativa fundamental para inserir a comunidade brasileira
de comunicólogos nas comemorações do
quinto centenário do Descobrimento do Brasil.
Se os
historiadores e outros estudiosos do campo das humanidades
já vinham se preparando para resgatar o significado
político-cultural da efeméride, em boa hora
a INTERCOM e a SOPCOM se unem para dar dimensão midiática
ao feito de Cabral. Sem duvida nenhuma, a chegada das naves
lusitanas, ao litoral baiano, em abril de 1500, contribuiu
para o florescimento da idade moderna. Tanto Cabral quanto
Colombo são protagonistas de um movimento histórico
que constitui o embrião daquilo hoje rotulado de "globalização".
Sua essência é, nada mais, nada menos, que a
europeização do mundo.
O II
LUSOCOM - Encontro Lusófono de Ciências da Comunicação,
tendo como sede o campus da Universidade Federal de Sergipe
e como patrocinador o Governo do Estado de Sergipe, culminou
o processo de constituição da Federação
Lusófona de Ciências da Comunicação.
Desta
maneira, Brasil, Portugal e os PALOPs - Países Africanos
de Língua Oficial Portuguesa - potencializarão
a importância internacional da comunidade lusófona,
constituida por 200 milhões de falantes. (14)
Ela congrega
hoje a maior segmento da comunidade acadêmica no campo
das Ciências da Comunicação, somente superada
pela comunidade anglófila, graças ao papel hegemônico
desempenhado pelos Estados Unidos da América, sem dúvida
o maior produtor de conhecimento midiático no mundo
contemporâneo.
Mas,
pelos indicadores dos últimos congressos mundiais de
comunicólogos promovidos pela IAMCR - International
Association for Media and Communication Research (Bled, 1990;
Guarujá, 1992; Seul, 1994 e Sidney, 1996) não
será utópico prever a comunidade lusófona
conquistando a liderança global, sobretudo agora com
a união de esforços entre Portugal e Brasil.
O importante
é não nos conformarmos com uma dianteira meramente
quantitativa. Devemos ambicionar a conquista de uma posição
de realce qualitativo.
Trata-se,
aliás, de um tema que foi incluido na agenda do encontro
de Aracaju, havendo a expectativa de que seja retomado no
programa do V Encontro Ibero-Americano de Ciências da
Comunicação, previsto para a cidade do Porto,
no próximo mês de novembro.
Por isso
mesmo, vale resgatar aqui a imagem que lancei no Rio de Janeiro,
em 1994, ao se fortalecer o processo de cooperação
lusófona dentro da geografia midiática:
A televisão,
o cinema o vídeo refazem, no alvorecer do novo milênio,
através das ondas eletromagnéticas, o caminho
em direção ao novo mundo, dando continuidade
a um processo que os navegantes portugueses iniciaram, há
cinco séculos, quando venceram as ondas marítimas,
ao fazer a travessia do Cabo da Boa Esperança. (15)
* Titular da Cátedra UNESCO de Comunicação
para o Desenvolvimento Regional, Universidade Metodista de
São Paulo. Fundador da INTERCOM - Sociedade Brasileira
de Estudos Interdisciplinares da Comunicação
e do PORTCOM - Centro de Documentação da Comunicação
nos Países de Língua Portuguesa, membro do comitê
de criação da LUSOCOM - Federação
Lusófona de Ciências da Comunicação.
1- MARCOS,
Luis Humberto - Portugal, primeiro a inovar, último
a formar, Revista Brasileira de Comunicação,
57, São Paulo, Intercom, p. 116
2- NIXON, Raymond - Invwestigaciones sobre Comunicación
Colectiva, rumbos y tendencias, Quito, Ciespal, 1963, p. 23
3- SÁ, Victor de - Um repórter na ABI, Rio de
Janeiro, Editora A Noite, 1955, p. 23-36
4- MARQUES DE MELO, José - Contribuições
para uma Pedagogia da Comunicação, São
Paulo, Paulinas, 1974, p. 19
5- MESQUITA, Mário - A Educação para
o Jornalismo - Uma Perspectiva sobre Portugal, Revista Brasileira
de Comunicação, vol. XVII, n. 2, São
Paulo, Intercom, 1994, p. 81
6- MESQUITA, Mário - A Educação para
o Jornalismo - uma perspectiva sobre Portugal, INTERCOM -
Revista Brasileira de comunicação, Vol. XVII,
N. 2, julho/dezembro de 1994, p. 75-99
7- O curioso deste episódio é que os meus artigos
ali publicados não o foram em língua portuguesa,
mas reproduzidos diretamente da tradução em
língua espanhola, conservando a versão daquela
fonte européia, sem recorrer ao original em português
do Brasil.
8- O registro deste fato pode ser encontrado no memorial e
na tese de livre-docência que o Professor Perrone defendeu
na ECA-USP.
9- FADUL, Anamaria, org. - Novas tecnologias de comunicação
- impactos político-culturais e sócio-econômicos,
São Paulo, Summus Editorial, 1986, p. 99-108
10- KREINZ, Glória - Ada Dencker: o PORTCOM amplia
contatos na Europa, INTERCOM - Revista Brasileira de Comunicação,
N. 56, 1987, São Paulo, p. 13-16
11- A documentação do encontro brasileiro, promovido
pela Fundação Cásper Líbero, ainda
permanece inédita. Mas as Actas do II Encontro afro-Luso-Brasileiro
ensejaram a publicação do livro Jornalismo e
Literatura (Lisboa, Veja, 1988, 132 p.)
12- MARQUES DE MELO, José - Uma comunidade cultural
sem fronteiras físicas ou Tecendo a identidade cultural
luso-afro-brasileira, Comunicação & Sociedade,
23, São Bernardo do Campo, UMESP, 1995, 9-24
13- Trata-se da INTERCOM - Revista Brasileira de Comunicação,
vol. XVII, N. 2, julho/dezembro de 1994, cujo tema de capa
era "Mídia, Brasil-Portugal", reunindo artigos
dos portugueses Helena Sousa, Luis Humberto Marcos, Mário
Mesquita e de vários brasileiros, dentre os quais destacam-se
Fernando Henrique Cardoso, Heloisa Hercovitz, Treza Lucia
Halliday, Sandra Reimão, Joana Puntel, José
Geraldo Araújo,.
14- Essa comunidade encontra-se em processo de consolidação
institucional, através da CPLP. Sua significação
histórica foi objeto de comunicação que
apresentamos em 1995 em reunião acadêmica realizada
na Mc Gill University, em Montreal, Canada. Vide: MARQUES
DE MELO, , José - Uma comunidade cultural sem fronteiras
físicas ou Tecendo a identidade cultural luso-afro-brasileira,
Comunicação & Sociedade, N. 23, São
Bernardo do Campo, UMESP, 1995, p. 9-24
15- MARQUES DE MELO, José - Introdução,
Programa do II Congersso Internacional do Jornalismo de Língua
Portuguesa, Rio de Janeiro, 1994, p. 4
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